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CORIosidades!

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Curiosidades, informações e um pouco da história do nosso querido Glorioso Coritiba Foot Ball Club!
 
 
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Elogie, critique, fale sobre as CORIosidades de Alan Roger.
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HISTÓRIAS ALVIVERDES


- Histórias do Clássico Atletiba - Era o ano de 1968, Coritiba e Atlético-PR decidiam o Campeonato Paranaense, algo que não ocorria desde o ano de 1945. Ambos já amarguravam um longo jejum sem títulos, O Coxa não vencia desde 1960, e o Atlético desde 1958. O campeonato foi um dos mais espetaculares de todos os tempos no estado do Paraná, grandes jogadores, públicos espetaculares e jogos emocionantes.
No primeiro jogo da final, vitória Alviverde por 2x1, gols de Krüger e Oromar. Na segunda partida, Zé Roberto, que depois viria a ser ídolo no Coxa, marcou o gol da vitória rubro-negra. A terceiro jogo, então, foi marcado para o Estádio Durival de Britto, que ficou abarrotado pelas torcidas dos dois times. O Coritiba jogava pelo empate, mas ainda no primeiro tempo, Zé Roberto, novamente, inaugurou o marcador. O tempo foi passando e nada do gol de empate Alviverde, após uma série de faltas perto da área atleticana, Nilo mandou mandou todo mundo para área, Arnaldo César Coelho, o árbitro da partida, lembra: “Olhei para o crônometro vi que faltavam 20 segundos e pensei: o Nilo cobra, Bellini corta e eu encerro o jogo.” Mas Bellini não cortou, Paulo Vecchio subiu e estufou as redes atleticanas com uma cabeçada fulminate. O estopim da festa Alviverde, que durou até a manhã seguinte, foi quando Arnaldo confirmou, já nos vestiários, que tinha terminado a partida com a bola nas redes.

- Em uma excursão do Coritiba à Europa, estava prevista a passagem por Roma. Chegando lá, o chefe da delegação solicitou uma audiência na Basílica de São Pedro para que o Papa pudesse abençoar a todos. Reunidos no saguão do hotel, jogadores, comissão técnica e dirigentes, sentiram a ausência de Tião Abatiá. O então técnico, João Lanzoni Neto, o Lanzoninho, subiu até o quarto de Abatiá e chamou-o, ainda sonolento ele descobriu a cabeça e disse: “Lanza, deixa pra lá. Ano que vem eu volto aqui e o Papa me abençoa.”

- Tempos depois de dar adeus ao futebol, Pizzattinho foi surpreendido por jogadores, dirigentes e torcedores que fizeram um abaixo-assinado para a sua volta ao Coritiba:

"Os abaixo-assinados, associados do Coritiba F.C., embora reconhecendo o muito que o distinto consórcio já fez na defesa do pavilhão alviverde, que sempre defendeu com denodo e carinho, vêm pelo presente fazer-lhe um veemente apelo, no sentido de que volte, por mais uma temporada, a empregar o seu valioso e necessário concurso, no quadro principal, onde no momento pode contar com companheiros à altura de seus
méritos. Estão, pois, certos de que, preenchida a lacuna que julgam existir na linha de ataque, poderemos, sem receio, levantar o campeonato de 1938.
Curitiba, 25 de junho de 1938."

Pizzattinho, mesmo lisonjeado com o apelo, não pôde atender o pedido pois
já estava comprometido com a empresa da família, na qual ele tinha assumido
maior envolvimento após sua retirada do futebol.

- No antigo estádio Belfort Duarte, Miltinho levava a torcida ao delírio, um desses momentos aconteceu em meados da década de 50. Com o jogo em andamento e a bola dominada, Miltinho se abixa para amrrar as chuteiras. O zaguerio adversário veio para cima, e ele subitamente se levanta e joga a bola por entre as pernas do atônito zagueiro adversário.

- Após um jogo amistoso contra o Vasco da Gama, no qual Krüger além de fazer
o gol da vitória foi o melhor jogador em campo, os dirigentes do clube
carioca procuraram o então presidente, Evangelino da Costa Neves, e
perguntaram sobre a possibilidade do Coritiba ceder o "polaco que tinha um
nome estranho". Após algumas conversas, Evangelino mandou para o Vasco o
outro atacante do Coxa, Kosilek, que fazia dupla com Krüger. Não demorou
muito para os cariocas perceberem que tinham comprado gato por lebre.

- Corria o ano de 1960, Coritiba e Grêmio disputavam a permanência na Taça Brasil daquele ano. No primeiro jogo no Belfort Duarte, empate em 1x1; no segundo, no Olímpico em Porto Alegre, outro empate agora em 3x3; e na terceira partida, também em Porto Alegre, mais dois empates, 1x1 no tempo normal, 0x0 na prorrogação. Após 3 partidas e uma prorrogação emocionantes e extremamente equilibradas, a sorte da classificação seria em uma inusitada disputa de cara e coroa, o Coritiba através de seu Presidente Arion Cornelsen escolheu cara, mas por capricho deu coroa e o Coritiba infelizmente foi desclassificado, entretanto foi a partir dessa disputa que o Alviverde começou a ter maior reconhecimento no cenário nacional.


GRANDES CRAQUES

- Theodorico Pizzatto, PIZZATINHO, nasceu em Araucária/PR em 01/07/1913.
Oriundo de uma família de Coxa-Brancas, foi convidado em 1928, aos 15 anos,
pelo então presidente do Coritiba, Jocely Lopes, para iniciar sua carreira
futebolística no time B do Coritiba na época. Três anos depois começou a
atuar pela equipe principal, jogando como meia-esquerda. Conhecido pelos
"cabelos de fogo", Pizzattinho foi campeão paranaense em 1931, 33 e 35,
quando foi o artilheiro do campeonato. Chegou a ser convocado para seleção
brasileira, mas por motivos obscuros até hoje, participou apenas de
treinamentos para a Copa Rocca. Encerrou a carreira precocemente logo após
este incidente.

- Dirceu KRÜGER nasceu em 11/04/1945 no bairro da Barreirinha em Curitiba.
Krüger começou a mostrar todo seu futebol jogando pelo União Ahú, em 1962
foi levado para o extinto Britânia pelo técnico Juve. Três anos depois
chegou ao Coritiba, que na época era comandado pelo Uruguaio Félix Magno e
não hesitou em colocar o "Flecha Loira" como titular, uma vez que o faro de
gol e os dribles já tinham caído no gosto da torcida. Como jogador foi
campeão em 1968, 1969, 1971, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1976, quando encerrou
a carreira aos 31 anos. Mesmo depois de encerrar a carreira como jogador,
Krüger continuou no Coritiba e até hoje trabalha no Alto da Glória,
mostrando todo o seu amor ao clube.

- DIRCEU José Guimarães, nascido em 15/06/1952 começou a mostrar suas habilidades no Bairro Alto em Curitiba e participando de uma "peneirada" foi convidado a treinar na equipe infantil do Coritiba e aí iniciou sua grande carreira no futebol brasileiro. Após passar pelas categorias de base, "Formiguinha", como era conhecido devido a sua grande movimentação em campo, estreou no time principal em 1970, e após grandes atuações foi convocado para a seleção olímpica do Brasil onde marcou 2 gols em 4 jogos, Dirceu se despediu do Alviverde em 1973 e foi brilhar pelos 4 cantos do mundo. Jogou no Botafogo, Fluminense, Vasco, América (Mex), Atlético de Madrid, Verona, Nápoli, Ascoli, Como, Avelino, Ebolitana, Miami Sharks e encerrou sua carreira no Yucatan do México. Entre 1973 e 1986, jogou 40 jogos pela seleção principal do Brasil marcando 5 gols, disputou as Copas de 1974, 1978 e 1982. Dirceu faleceu prematuramente aos 43 anos no Rio de Janeiro, mas continua na memória de todos nós.

OUTRAS CURIOSIDADES

- Clássico Atletiba - Coritiba e Atlético já se enfrentaram 315 vezes, o Alviverde soma 123 vitórias contra 99 do adversário, além disso já ocorreram 93 empates. O Alviverde marcou 487 e sofreu 436 gols. A maior goleada ocorreu em 14/11/1959, quando o Coritiba aplicou um sonoro 6x0, em jogo realizado no Estádio Durival de Britto.

- Libertadores - Em sua primeira participação na Copa Libertadores, o Coritiba teve 2 vitórias, 3 empates e 1 derrota, marcou 8 gols e sofreu 5. Com essa campanha terminou a participação em segundo no grupo e pelo fato do regulamento daquele ano só classificar uma equipe de cada grupo, o Coritiba acabou eliminado logo na primeira fase mesmo com a boa campanha. Naquele a ano o River Plate da Argentina se tornaria o campeão das Américas.

- Kosilek não foi um perna de pau como todo mundo pensa e sim um jogador de qualidade. Ele iniciou a sua carreira no juniores do Corinthians em 1962. Antes de jogar no Coritiba, passou pelo Internacional de Porto Alegre e pelo Jandaia Esporte Clube, onde sagrou-se Campeão Paranaense em 1965. Em 1968 chegou ao Coritiba e em 1969 excursionou com a equipe pela a Europa. Depois do Coxa, Kosilek jogou no Vasco, Vitória da Bahia, Água Verde, Bangu, Campo Grande e Rio Branco-ES. Encerrou a sua carreira em 1977 no Jandaia Esporte Clube.


VOCÊ SABIA?
A maior goleada aplicada pelo Coritiba ocorreu no dia 17/06/1990 em um jogo amistoso contra o Prudentópolis, o resultado final foi 12 x 0.
O primeiro jogo transmitido pela rádio no Estado do Paraná, foi um Atletiba em 02/09/1934. A transmissão foi feita pela Rádio Clube Parananese e a partida terminou empatada em 1x1.
O Coritiba já participou de 25 Campeonatos Brasileiros da 1ª Divisão até 2003. Marcou 692 pontos em 577 partidas. Conquistou 221 vitórias, empatou 154 e
foi derrotado 202 vezes, marcou 669 gols e sofreu 649.
O Coritiba foi pioneiro em muitas coisas dentro do futebol, e uma destas inovações foi a instituição de uma Comissão Técnica para o time de futebol, hoje em dia impensável não existir uma em qualquer clube. Esta primeira Comissão, composta pelo Major Couto Pereira, Raimundo Egg e Humberto Mantana, visava melhorar a colocação do clube no campeonato, uma vez que o quadro associativo estava expandindo e estava ávido por grandes conquistas.
O primeiro time do Coritiba formou com: Arthur Hauer; Alfredo Labsch e Walter Dietrich; Arthur Iwersen, Roberto Juchks e Theodoro Obladen; Rudolf Kastrup, J. Maschke, Leopoldo Obladen, Carlos Sclemker e Fritz Essenfelder. Este time enfrentou o Tiro Pontagrossense e deu início a história de um dos grandes clubes do futebol brasileiro.
O primeiro jogo internacional do Coritiba foi realizado em 23 de fevereiro
de 1941 no Estádio Couto Pereira. O Alviverde enfrentou o Gymnasia y
Esgrima de La Plata da Argentina. O jogo, disputado em pleno Carnaval,
terminou empatada em 2x2.
A primeira excursão internacional do Coritiba aconteceu em 1969. O Coxa disputou doze partidas em vários países (Alemanha, França, Áustria, Bulgária, Holanda, Bélgica e Espanha), foram 3 vitórias, 4 empates e 5 derrotas.
 
MEMÓRIA COXA
GRANDES JOGOS
26/01/2003
Campeonato Paranaense
CORITIBA 7 x 1 Prudentópolis
Estádio Couto Pereira
Árbitro: Anisio Monteschio Jr.
Gols: Marcel(2), Tcheco(2), Edu Sales, Lima, Marco Brito (Coritiba); Márcio (Prudentópolis)
CORITIBA: Fernando, Reginaldo Araújo (Tesser), Edinho Baiano, Fabricio e Adriano (Marco Brito); Reginaldo Nascimento, Roberto Brum, Tcheco e Lima (Almir); Marcel e Edu Salles. Técnico: Bonamigo.
Prudentópolis: Giovani, Vitor (Juliano), Da Silva e Beto; Rodrigo (Ricardo), Rangel, Felipe Sandro e Zé Maria; Alê Menezes e Márcio (Josiel).
16/08/1995
Campeonato Brasileiro ? Série B
CORITIBA 8 x 0 Ferroviária de Araraquara
Estádio Couto Pereira
Árbitro: Luís Orlando de Souza
Gols: Zambiasi, Ademir Alcântara (2), Dirceu, Alex, Gralak, Marcelo Souza e
Daniel
CORITIBA: Renato; Marcos Teixeira, Gralak (Marcelo Souza), Zambiasi e
Márcio; Claudiomiro (Cuca), Marquinhos Ferreira, Ademir Alcântara (Daniel)
e Alex; Marcos Gaúcho e Dirceu.
10/07/1949
Amistoso Internacional
CORITIBA 4 x 0 Rapid Viena
Estádio Durival de Brito
Árbitro: Ataíde Santos
Gols: Paulinho, Baby, Cesar e Happel (contra)
CORITIBA: Hamilton, Fedato e Verdes; Merlin, Sanford e Gouveia; Baby (Solheid), Miltinho, Cesar, Toni e Paulinho.
Rapid Viena: Musil, Wagner e Happel; Golobick, Gernhart e Dintss; Korner, Riegler, Mueller, Korner II e Kaspirek (Smetana).
12/12/1973
Campeonato Brasileiro
CORITIBA 2 x 1 Corinthians
Estádio Belfort Duarte
Árbitro: Arnaldo César Coelho
Gols: Dreyer, Tião Abatiá (Coritiba); Adãozinho (Corinthians)
CORITIBA: Jairo; Orlando, Oberdan (Marçal), Cláudio e Nilo; Hidalgo, Dreyer e Tião Abatiá (Saldanha); Bráulio, Zé Roberto e Mosquito.
Corinthians: Ado; Zé Maria, Laércio (Zé Roberto), Vágner e Wladimir; Nilton, Adãozinho, Ivan e Roberto (Nélson Lopes); Vaguinho e Marco Antônio.
23/06/1996
Campeonato Paranaense
CORITIBA 4 x 0 Paraná Clube
Estádio Couto Pereira
Árbitro: Dirceu Oscar de Mattos
Gols: Magrão (3) e Pachequinho
CORITIBA: Anselmo; Jorge Antônio, Flávio, Zambiasi e Bezzera; Claudiomiro
(Anderson), Alberto, Ademir Alcântara (Paulo Sérgio) e Alex; Magrão e
Pachequinho (Mauricinho). Técnico: Heron Ferreira.
Paraná Clube: Régis; Roberval, Edinho Baiano, Ageu e Fábio; Hélcio, Paulo
Miranda (Flávio), Mazinho Loyola e João Santos; Claudinho (Silas) e Saulo.
Técnico: Antônio Lopes.
13/12/1995
Campeonato Brasileiro – Série B
CORITIBA 3 x 0 Atlético-PR
Estádio Couto Pereira
Árbitro: Dalmo Bozzano
Gols: Alex, Auri e Pachequinho
Público: 34.698
CORITIBA: Renato; Marcos Teixeira, Auri, Gralak e Claudiomiro; Paulo Sérgio, Marquinhos Ferreira (Léo), Ademir Alcântara (Basílio) e Alex; Pachequinho (Daniel) e Vital.


CORIosidades é uma coluna periódica escrita por Alan Roger.
Está coluna tem a colaboração de Gilmar Pinto!

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